quinta-feira, 27 de maio de 2010

Reflexão, Meditação, Ponderação...




“Monges Urbanos

Somos Monges Urbanos, não moramos em mosteiros isolados no alto de montanhas perdidas em cordilheiras distantes. Nem passamos longas horas em posição de Lótus ou zazen, muito pelo contrário, geralmente sentamos de maneira errada para tudo. Somos sempre aqueles equilibrados de todos os tipos de grupos, conhecedores da cultura oriental e de seus ensinamentos. Somos Monges Urbanos e levamos o caminho do meio de maneira moderna em um contexto atual para nossas vidas e para quem desse caminho queira compartilhar.”


No último mês, navegando por algumas comunidades do orkut, uma em especial me chamou bastante a atenção, Monges Urbanos (a descrição da mesma inicia o texto). Simplesmente lendo pode parecer um exagero ou até mesmo uma insensatez qualquer.
Quem me conhece, de verdade, sabe o quão tranquilo eu realmente sou. Encaixo-me na descrição desta comunidade não apenas pela, aparente, tranquilidade. Não que eu seja um profundo conhecedor da sabedoria oriental, muito menos um estudioso dela.
Dentro do meu processo de maturação e consolidação de valores, tenho incorporado, cada vez mais, ensinamentos que tem origem na cultura oriental. Desde exercícios de respiração, para manter-me calmo ou aliviar alguma dor, até conceitos (e reflexões) sobre a vida e a morte.


















Não há como viver dentro deste nosso mundo capitalista sem se encaixar, ou agregar, grande parte dos valores de nossa sociedade ocidental, porém, me vejo cada dia mais “fora do meu mundo”. Jamais abriria mão das comodidades trazidas pela modernidade (pelo dinheiro, pelo luxo, etc.), no entanto, a serenidade oriental me parece extremamente proveitosa.
Com o pouco já aproveitado, através de um mínimo conhecimento, desta sabedoria pude, em algumas reflexões pós-acontecidos, dar-me conta da importância da serenidade para respirar fundo, acalmar-me e assim conseguir arranjar uma saída, não necessariamente mais fácil, porém, certamente mais coerente para, pelo menos, uma boa convivência. Sinto que preciso “praticar” um pouco mais esta serenidade e expandi-la para todos os assuntos quais dizem respeito a mim – mas entrando neste terreno, já estou caminhando pela primeira fase de minhas reflexões, e creio que esta fase, deve ser, única e exclusivamente, pessoal e intransferível.
Se me pedissem uma dica, um conselho, para conseguir, não apenas tranquilidade, mas também maneiras diferentes de se olhar para o que acontece ao nosso redor, eu diria que o primeiro passo é a – às vezes exaustiva, porém proveitosa – reflexão. Sem ela nossa existência se resume a instintos primários; como a raiva, medo, desconfiança... Dentre tantos outros que nos deixam irracionais.
Não tenho dúvida que este será um assunto recorrente neste blog, portanto, neste momento, não irei concluir nada, até porque você, que está lendo, poderá não concordar com esta, e eu tenho muito que aprender com você, afinal, “exceto você, todos são seus mestres”.

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