mixórdia|programada
sexta-feira, 25 de março de 2011
Lampejo #02
domingo, 20 de março de 2011
Lampejo #01
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Segredos à Caixinha #03

Durante muito tempo ele foi meu companheiro.
Conversávamos
Do que? Ainda estamos proseando, madrugada adentro, sobre as diversas possibilidades. Das mais improváveis às que o tempo (com seus caprichos) está desenhando.
Esta prosa introspectiva, para muitas pessoas, soa como sofrimento. Já eu, vejo isso como uma forma de exercitar o autoconhecimento.
Em sua companhia, sempre consegui olhar para dentro de uma maneira tranquila. E ai é que está a grande contradição de toda esta história, pois ao mesmo tempo em que meu silêncio me acalma, o de quem me cerca é ensurdecedor, traz-me uma agonia sufocante.
E com isso, a má-interpretação das minhas atitudes, já que “uma coisa é o que se faz, outra é como isso é percebido pelos outros”¹.
Depois de quase 30 mil horas de prosa, o tempo (ou o destino – ou quem sabe os dois juntos?) resolveu (brincar ou) dar uma chance para que os delírios e os devaneios mudassem de plano.
Uma oportunidade para que saíssem do obscuro plano das suspeitas.
Pela primeira vez, puderam caminhar – tapando os olhos em razão da claridade – pelas nítidas estradas dos diálogos. Com ideias e sentimentos, vontades e desejos explanados e esmiuçados. Pelo menos, para uma das partes. Infelizmente, a da parte tranquila.
Hoje, após muitos diálogos (sob diversas formas), ele começa a me acompanhar novamente.
1) Mário Corso
2) Sugestão de trilha sonora para o texto: O Teatro Mágico – Criado-Mudo
domingo, 28 de novembro de 2010
Segredos à Caixinha #02

O milagre que eu esperei nunca me aconteceu.
Mas não há de ser nada, pois eu sei que a madrugada acaba quando a lua se põe.
Os meus sonhos estão todos na UTI.
Esperanças já não há.
Os milagres estão todos em coma.
E eu?
Eu sigo só!
Só me resta esperar.
Eu faço vigília todas as noites.
Do quintal da minha casa eu dou conta de todas as estrelas.
Certa vez eu dei falta de uma delas.
"Cadê a porra da estrela que tava ali?"
Há... era uma estrela cadente.
E eu tive cinco segundos para fazer a minha prece, e fiz.
Enquanto estava de olhos fechados eu imaginava os meus sonhos acordando...
Eu imaginava a esperança batendo na porta da minha casa.
Enquanto eu estava de olhos fechados a estrela caia...
E perdeu a sua luz no fundo do mar
E eu?
domingo, 21 de novembro de 2010
Segredos à Caixinha #01

A noite é a grande companheira, mas também é a maior inimiga.
É nela que os pensamentos encontram a percepção das atitudes (seja as que já foram tomadas, seja as que estão por vir a ser...), assim, formando um emaranhado de vontades e desejos...
Entretanto, chega um momento que, estes pensamentos e percepções (futuras) se encontram com a realidade da situação.
Isso não entristece, nem magoa... mas é um, legítimo, “banho de água fria”.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A Oposição Morreu No Congresso

Sendo assim, leia (e ouça) ambas as partes e tire suas próprias conclusões.
“(...) Muitas dúvidas (sobre o programa de governo de Dilma) poderiam ser facilmente esclarecidas (com a divulgação do mesmo). (...) Ocorre que ela ainda não divulgou o seu programa, apesar de faltarem apenas duas semanas para as eleições. O documento poderá não ser tornado público até 3 de outubro, segundo admitiu o responsável pelo programa, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia.
(...) Algumas indicações mais precisas sobre como será o eventual governo Dilma foram dadas involuntariamente pelo ex-ministro José Dirceu no pronunciamento que fez em encontro com petroleiros na terça-feira passada. Sem perceber que havia jornalistas presentes à reunião, Dirceu disse que a eleição de Dilma representa a chegada do projeto petista ao poder, o que não ocorreu no governo Lula porque ele "é duas vezes maior do que o PT".
Em meio a críticas ao excesso de liberdade de imprensa no país, o ex-ministro defendeu o aprofundamento das mudanças iniciadas na gestão Lula e o fortalecimento dos movimentos sociais e da organização popular.” (Teodomiro Braga)
“A oposição morreu no congresso, só resta a imprensa livre, vamos lutar por ela, colegas!”(Arnaldo Jabor)
Os limites da imprensa não devem ser estipulados por nenhum tipo de poder, principalmente o poder político, nem mesmo pela sociedade.
Estes limites devem nascer dentro de cada cidadão, após ter o conhecimento de um ou mais fatos, e assim, este cidadão saberá o que é melhor para si.
A imprensa existe para esclarecer o que, por um motivo ou outro, fica a mercê da usurpação de um governo.


CUIDADO! Este é o novo carimbo do Dirceu.
http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=12900
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100916/not_imp610649,0.php


