sexta-feira, 25 de março de 2011

Lampejo #02










Após muito pensar e, não achar um sentido lógico, você acaba se perguntando: “Onde eu estou indo?” ou “Aonde isso vai me levar?”

Esta dúvida pode ser reflexo de algo que já lhe aconteceu, algo que passou e lhe tocou, talvez, de maneira indevida. De um jeito, “sem jeito”. Impensado. Brusco.

Algo que passou de forma intensa. Mas se foi, talvez, com a mesma intensidade.

Isso lhe provoca medos e inseguranças. Faz-lhe, novamente, buscar algo na escuridão. Cega-lhe.

Você fica, insistentemente, buscando um sentido, uma segurança (ilusória). 

Quem sabe o sentido esteja em, não ter sentido algum.



domingo, 20 de março de 2011

Lampejo #01


Chega um momento em que os raios de sol iluminam o breu. Nossa percepção deste momento, às vezes fica obscura, pois o amanhecer pode estar atrás de nós. É uma sensação estranha. Enquanto olhamos para o nada. Querendo enxergar algo que estava por ali, na nossa frente. Talvez, estivesse. Talvez, nunca esteve. Tão curioso quanto jogar uma pedra na água e não ver, sentir ou escutar o efeito ripple.

E, não mais que de repente - porém, podem se passar horas, dias, meses e até anos –, sentimos o calor de um novo dia que nasce. Como acordar, de súbito, de um sonho. Mas sem estar dormindo. O seu intuito e discernimento lhe garantem que você, simplesmente, não pregou o olho. Em momento algum.

Ao ver novamente esse brilho – ele poderia estar ali, nascendo e se pondo... todos os dias... mas algo lhe impedia de enxergá-lo –, ao sentir o calor deste novo dia tocar a sua pele, ao sentir o cheiro da manhã, você, enfim, olha para trás e põe a mão em frente aos olhos para, quem sabe, conseguir enxergar algo.

Você se sente revigorado, com vontade de respirar fundo, sentir a brisa levar embora as incertezas e inseguranças da madrugada, se levantar e sacudir a poeira, se espreguiçar e ir atrás deste calor. Ir atrás disto que te fez levantar. Depois de tanto tempo.

Você se sente a vontade para tentar algo, um tanto, diferente. E fecha os olhos. Orienta-se apenas por esse calor. Pelo brilho que atravessa as suas pálpebras, e quando ele fica mais intenso, você dá alguns passos em sua direção.

Novamente de súbito, você se lembra do que estava procurando na penumbra. Todas as incertezas renascem. Você, simplesmente, estagna. Não consegue decidir o que é melhor fazer.

Abrir os olhos, durante a escuridão, e continuar a procurar algo que não enxerga.

Ou fechar os olhos diante deste novo dia que está lhe iluminando. E permitir-se que o cheiro, a brisa, o calor, o brilho ofuscante, e tudo o que isso lhe provoca, simplesmente, lhe guiem.

Segredos à Caixinha #04



É chegado o memento de fecha-la.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Segredos à Caixinha #03

Durante muito tempo ele foi meu companheiro.

Conversávamos em prosa. Delírios, devaneios, todos eram (ou são) defendentes.

Do que? Ainda estamos proseando, madrugada adentro, sobre as diversas possibilidades. Das mais improváveis às que o tempo (com seus caprichos) está desenhando.

Esta prosa introspectiva, para muitas pessoas, soa como sofrimento. Já eu, vejo isso como uma forma de exercitar o autoconhecimento.

Em sua companhia, sempre consegui olhar para dentro de uma maneira tranquila. E ai é que está a grande contradição de toda esta história, pois ao mesmo tempo em que meu silêncio me acalma, o de quem me cerca é ensurdecedor, traz-me uma agonia sufocante.

E com isso, a má-interpretação das minhas atitudes, já que “uma coisa é o que se faz, outra é como isso é percebido pelos outros”¹.

Depois de quase 30 mil horas de prosa, o tempo (ou o destino – ou quem sabe os dois juntos?) resolveu (brincar ou) dar uma chance para que os delírios e os devaneios mudassem de plano.

Uma oportunidade para que saíssem do obscuro plano das suspeitas.

Pela primeira vez, puderam caminhar – tapando os olhos em razão da claridade – pelas nítidas estradas dos diálogos. Com ideias e sentimentos, vontades e desejos explanados e esmiuçados. Pelo menos, para uma das partes. Infelizmente, a da parte tranquila.

Hoje, após muitos diálogos (sob diversas formas), ele começa a me acompanhar novamente.

1) Mário Corso

2) Sugestão de trilha sonora para o texto: O Teatro Mágico – Criado-Mudo

domingo, 28 de novembro de 2010

Segredos à Caixinha #02

O milagre que eu esperei nunca me aconteceu.

Mas não há de ser nada, pois eu sei que a madrugada acaba quando a lua se põe.
Os meus sonhos estão todos na UTI.
Esperanças já não há.
Os milagres estão todos em coma.
E eu?
Eu sigo só!

Só me resta esperar.
Eu faço vigília todas as noites.

Do quintal da minha casa eu dou conta de todas as estrelas.
Certa vez eu dei falta de uma delas.
"Cadê a porra da estrela que tava ali?"
Há... era uma estrela cadente.
E eu tive cinco segundos para fazer a minha prece, e fiz.
Enquanto estava de olhos fechados eu imaginava os meus sonhos acordando...
Eu imaginava a esperança batendo na porta da minha casa.
Enquanto eu estava de olhos fechados a estrela caia...
E perdeu a sua luz no fundo do mar
E eu?

Eu sigo só!
Só me resta esperar.
Eu faço vigília todos os dias, do telhado da minha casa eu dou conta de todas as ondas...
Eu torço para que uma delas saia do lugar pra que eu possa ver brilho de luz no fundo do mar.
Estrela a brilhar, sonhos a sorrir, milagres acontecendo.
Esperança de pé.


(Fernando Anitelli)

domingo, 21 de novembro de 2010

Segredos à Caixinha #01












A noite é a grande companheira, mas também é a maior inimiga.

É nela que os pensamentos encontram a percepção das atitudes (seja as que já foram tomadas, seja as que estão por vir a ser...), assim, formando um emaranhado de vontades e desejos...

Entretanto, chega um momento que, estes pensamentos e percepções (futuras) se encontram com a realidade da situação.

Isso não entristece, nem magoa... mas é um, legítimo, “banho de água fria”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Oposição Morreu No Congresso

Após todo - o novo - escândalo na Casa Civil, o Governo Federal, tenta desviar o foco da opinião pública - novamente - por meio de declarações, como na carta de demissão da ex-Chefe
da Casa Civil, Erenice Guerra.

Sendo assim, leia (e ouça) ambas as partes e tire suas próprias conclusões.

“(...) Muitas dúvidas (sobre o programa de governo de Dilma) poderiam ser facilmente esclarecidas (com a divulgação do mesmo). (...) Ocorre que ela ainda não divulgou o seu programa, apesar de faltarem apenas duas semanas para as eleições. O documento poderá não ser tornado público até 3 de outubro, segundo admitiu o responsável pelo programa, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

(...) Algumas indicações mais precisas sobre como será o eventual governo Dilma foram dadas involuntariamente pelo ex-ministro José Dirceu no pronunciamento que fez em encontro com petroleiros na terça-feira passada. Sem perceber que havia jornalistas presentes à reunião, Dirceu disse que a eleição de Dilma representa a chegada do projeto petista ao poder, o que não ocorreu no governo Lula porque ele "é duas vezes maior do que o PT".

Em meio a críticas ao excesso de liberdade de imprensa no país, o ex-ministro defendeu o aprofundamento das mudanças iniciadas na gestão Lula e o fortalecimento dos movimentos sociais e da organização popular.” (Teodomiro Braga)

“A oposição morreu no congresso, só resta a imprensa livre, vamos lutar por ela, colegas!”(Arnaldo Jabor)

Os limites da imprensa não devem ser estipulados por nenhum tipo de poder, principalmente o poder político, nem mesmo pela sociedade.

Estes limites devem nascer dentro de cada cidadão, após ter o conhecimento de um ou mais fatos, e assim, este cidadão saberá o que é melhor para si.

A imprensa existe para esclarecer o que, por um motivo ou outro, fica a mercê da usurpação de um governo.






CUIDADO! Este é o novo carimbo do Dirceu.



http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010/colunas/lucia_100915&OAS_sitepage=cbn/comentarios/luciahippolito

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/2010/09/20/LULA-NAO-E-UM-POLITICO-E-UM-FENOMENO-RELIGIOSO.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/2010/09/17/CARTA-DE-ERENICE-EXPLICA-ESTE-GOVERNO-FEITO-DE-MIDIA-E-PROPAGANDA.htm

http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/09/leia-integra-da-carta-de-demissao-da-ministra-erenice-guerra.html

http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=12900

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100916/not_imp610649,0.php